3.5.15

(Sobre)viver

Imagem via Tumblr

É engraçado pensar que até "ontem" eu tinha apenas quinze anos, não tinha muito juízo, nem contas pra pagar e muito menos um cartão de crédito pra comprar tudo o que eu quero e depois me dar a maior dor de cabeça. Os problemas praticamente não existiam. Apesar de que, quando se é adolescente qualquer coisa é o fim do mundo, não é mesmo? Acho que sinto falta até disso. De tudo ser tão simples e tão bom, como uma chuva no fim da tarde e café quentinho em cima da mesa. Hoje tenho vinte anos e um mundo inteiro de desafios esperando por mim. O novo sempre assusta, não tem jeito. E é assim que eu me sinto agora: com medo, sem saber muito bem qual direção seguir, se há certo e errado ou apenas aquilo que nos convém. Já não tenho tantos amigos como antes, mas os verdadeiros permanecem, assim como sei que a dona Lourdes não pode mais me proteger de todo o mal que existe por aí, mas aprendo cada vez mais a me cuidar sozinha. As contas chegam pelo correio, os problemas de saúde aparecem e as horas na internet servem para procurar emprego, ou decidir qual faculdade cursar. A vida é assim - ou pelo menos o começo dela. É estranho porque quando a gente chega nessa fase é como aprender a andar de bicicleta sem a ajuda de alguém ou rodinhas extras, você morre de medo de cair mas sorri pela liberdade que sente. Adeus quatro rodas, agora são só duas e você vai ter que se equilibrar! E não, não dá pra ficar parando, o caminho é longo e a vida não espera por ninguém. Você precisa transformar o medo em coragem e ir, mesmo sem ter uma direção certa, porque deve existir algo muito bom lá na frente, tem que existir! Nessas horas é que me pego pensando: Qual será o meu caminho? Como estarei daqui a 5, 10 anos? Casada, mãe do Pietro e da Ana Júlia, com cachorros correndo pela casa e um papagaio na janela da cozinha? Feliz com as escolhas que fiz? Trabalhando com algo que eu amo e vivendo os meus sonhos? Ainda sendo uma pessoa positiva, bem humorada e que acha que o amor pode mudar o mundo? Eu sei, são muitas questões dentro dessa minha cabecinha tão confusa nesse momento, mas também sei que só terei todas as respostas se eu não desistir de quem eu sou, de descobrir quem eu posso ser, dos meus sonhos e da minha felicidade, se eu continuar pedalando firme e forte na bicicleta da vida... Será que eu vou sobreviver? Bom, espero que sim.

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1 comentários

  1. Oi Gabi, sobreviver você vai, mas o tempo passa muito rápido e não volta. Cheguei aos 25 e tenho várias responsabilidades, aquela vida corrida que eu jurei que não teria.
    Eu saí de casa aos 18 e fui cursar geografia, sem muito tempo para pensar se era aquilo mesmo que eu queria, acabou dando certo, mas eu sempre sui afobada para crescer rápido. Com 5 anos eu cuidava da casa e do meu irmão mais novo, com 10 anos eu já pegava ônibus sozinha para ir e voltar da escola, com 15 tinha responsabilidades típicas dos 20, fazendo muitos cursos, procurando emprego, e hoje, com 25 anos, eu sou trintona, hahaha. Ainda não tenho filhos, nem casa ou carro, encontrei o meu boy magia, mas as vezes tenho a impressão que não percorremos uma linha reta e sim um espiral, porque é um tombo atrás do outro, além de várias chacoalhadas, hahaha. Minha mãe está envelhecendo, meus irmãos estão adultos, e eu não estou com eles todos os dias. Não sei se fiz as escolhas certas, mas apesar dos pesares eu gosto de quem eu virei.

    Sabe, o negócio é fazer o bem e sempre o seu melhor, porque não dá para se arrepender e voltar no tempo. Ele próprio não volta. Sobre os amigos, isso é verdade, ficam poucos e é cada vez mais difícil fazer novas amizades. Mas é isso aí, força, fé e felicidade na sua caminhada/ pedalada ;)

    Grande beijo!

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